O cenário de trabalho pós-pandemia trouxe mudanças significativas na forma como as empresas operam e como os profissionais se relacionam com o ambiente de trabalho. O modelo híbrido, que combina o trabalho remoto e o presencial, tornou-se uma realidade predominante, promovendo flexibilidade e autonomia. As organizações precisaram repensar seus espaços, adaptando-os para atender às novas necessidades de colaboração e produtividade.
O coworking, com sua proposta de oferecer espaços de trabalho compartilhados e flexíveis, tornou-se um terreno fértil para a inovação e a colaboração. Ele não só oferece estrutura física aos seus usuários, mas também cria um ecossistema de suporte e networking essencial para o desenvolvimento de novos negócios e/ou parcerias. Para as mulheres empreendedoras, esses espaços têm se mostrado particularmente valiosos, fornecendo-lhes as ferramentas e o apoio necessários para transformar ideias em negócios de sucesso.
Casos de sucesso inspiradores:
Steal The Look
Um exemplo notável é o de Manuela Bordasch, cofundadora da Steal The Look, uma plataforma de moda e beleza que começou sua trajetória em um coworking. O ambiente colaborativo permitiu que Manuela e sua sócia explorassem novas ideias e se conectassem com outros profissionais, acelerando o crescimento do negócio. Desde a sua criação em 2012, o projeto conquistou uma legião de marcas parceiras e em 2017 criou um e-commerce, o Steal the Look Shop. A mais nova empreitada das fundadoras, no entanto, é no mundo físico. O Steal The Look lançou o projeto Push, voltado para o empreendedorismo entre mulheres. O Push é uma plataforma perene de eventos, que reunirá leitoras e empreendedoras em palestras e encontros de networking. Em 2018, o e-commerce e o Push já devem representar 10% da receita, respectivamente, e a expectativa é de que estas duas frentes cresçam no próximo ano.
Mastertech
Outro exemplo é o de Camila Achutti, fundadora da Mastertech, uma empresa de educação focada no ensino de habilidades digitais. Camila utilizou coworkings como base para desenvolver sua startup, aproveitando a infraestrutura e as oportunidades de networking que esses espaços proporcionam. É uma plataforma de educação de habilidades do século 21. Obtendo três vertentes: tecnologia, UX e design de negócios, então a gente fala que é um lugar pra você aprender tudo o que você quiser. Os principais formatos de formação: o maior é o Boot Camp, que é super imersivo, mas também tem cursos e workshops.Já passou de R$ 2 milhões por ano em cada empresa. Hoje somando as duas empresas são quase 30 funcionários.
Rede Mulher Empreendedora (RME)
Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME), também iniciou sua jornada empreendedora em um coworking. A RME, que começou como um projeto para apoiar outras mulheres empreendedoras, rapidamente cresceu, tornando-se a maior plataforma do Brasil dedicada ao empreendedorismo feminino. O coworking ofereceu à Ana um espaço de troca de experiências e a chance da qual ela precisava para criar parcerias estratégicas, elementos essenciais para o sucesso e a expansão da RME.
Esses exemplos demonstram como o coworking pode ser uma um ambiente poderoso para o impulsionamento do empreendedorismo feminino. Ao oferecer mais do que apenas um local para se trabalhar, esses espaços criam uma rede de apoio, facilitam a operação dos novos negócios, contam com um excelente custo-benefício e ampliam as oportunidades de crescimento para mulheres que estão dispostas a inovar e liderar.
No Coworking São Paulo, reconhecemos e valorizamos o papel que desempenham na construção de negócios liderados por mulheres. Continuamos comprometidos em fornecer um ambiente que não só acomoda, mas também inspira e apoia o crescimento de empreendedoras que estão moldando o futuro do mercado brasileiro.
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